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Instrumento que limpa a areia da pele é destaque em feiras científicas
03/06/2019 14:07 em Novidades
 
 
Projeto A Vassourinha da Praia será apresentado no México em novembro
 
O incômodo de ter a areia grudada na pele depois de curtir um dia de praia levou as irmãs gêmeas Alícia e Laís Schiochet e Souza e a colega Isabeli Raulino, todas do 9º ano da Escola Max Schubert, à escolha do tema de iniciação científica: a Vassourinha da Praia. O projeto deu tão certo que as meninas já apresentaram o utensílio – feito com cerdas de fibra de bananeira e madeira reaproveitada, tudo de forma sustentável – em seis feiras científicas. E em todas elas receberam premiação de destaque. O trabalho vem sendo desenvolvido pelas alunas desde 2016, com orientação do professor de Ciências Luiz Antonio Piovezan, coorientação do professor Maurício Goetten e muito apoio da diretora da escola, Claudia Siewerdt.
 
O trabalho em conjunto rendeu às alunas 1º lugar na feira municipal em 2016; 1º lugar na Febic em 2017; 2º lugar na Febic em 2018, 2º lugar na Mostratec em Novo Hamburgo (RS) em 2018; e ainda no ano passado 2º lugar na Fepact, em Paraupebas (PA). No fim de maio, as meninas ganharam bronze em Fortaleza (CE), na feira Milset. Por se destacarem na feira, as alunas receberam duas credenciais: uma para apresentar o projeto em São Paulo em setembro e outra para o México em novembro.
 
Alícia explica que, por não ter participado da segunda feira científica, a colega Isabeli acabou não participando das outras apresentações. Mas a colega faz questão de citá-la, pois Isabeli participou de todas as etapas do projeto. A irmã Laís considera que a participação nas feiras e o estudo realizado acerca da vassourinha ajudou-a a se tornar uma pessoa melhor, uma aluna melhor. Alícia sabe que agora tem mais desenvoltura para falar com as pessoas e se expressar com mais clareza. O professor Luiz Antonio Piovezan confirma a evolução, inclusive no desempenho dentro de sala de aula. “A apresentação dos trabalhos é criteriosa e elas têm mais embasamento no que escrevem e dizem”, afirma Piovezan.
 
 
A vassourinha
 
O projeto “A Vassourinha da Praia: instrumento de limpeza da areia do corpo e dos objetos” conta com o apoio de bananicultores de Jaraguá para a venda da fibra da bananeira, de uma marcenaria para a utilização de restos de madeiras e seu corte. O pai das meninas fez gabaritos em brocas da furadeira para que os 165 furinhos na madeira – onde são coladas as cerdas – sejam do mesmo tamanho e profundidade. O formato de chinelo e a pirogravura foram desenvolvidos porque as gêmeas querem que o utensílio lembre a praia e as fibras de bananeira foram utilizadas com base numa ampla revisão literária. 
 
“Essas fibras são macias, não machucam nem a pele de um bebê, não deixam nenhum grão de areia grudado no corpo e ainda não precisam de limpeza com água. Basta esfregar as cerdas com a mão e fica tudo limpinho. Pronto para o próximo uso”, conta Alícia. Laís lembra que já teve centenas de encomendas das pessoas que passam pelo estande nas feiras, mas que, por enquanto, não está fazendo a vassourinha pra vender, pois demora-se uma hora e meia para a produção e os estudos não podem ficar de lado. Mas as meninas e o professor ainda analisam um meio de produção para venda. “Gostaríamos de ajudar nos custos da nossa faculdade e da faculdade da Isabeli com esse projeto”, revela Alícia.

 

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